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Tipos de fornos para fundir ouro: qual é o certo para uma oficina de joias?

21 de setembro de 2026 Fundição de ouro 8 min de leitura
Mini forno de fundição por indução NRT – fundindo ouro e prata em 220V numa oficina de joias

De onde vem a perda ao fundir ouro? Na maioria das vezes o primeiro suspeito é o forno. Mas a perda real não vem sempre dele. Como você aquece o ouro, quanto controle tem sobre a temperatura e o que acontece com o metal durante a fundição importam pelo menos tanto quanto o próprio forno.

Em resumo Neste artigo comparamos os cinco métodos de fundição usados na joalheria — o maçarico, o forno de cadinho a gás, o forno elétrico de resistência, o forno de fundição por indução e os sistemas de fundição a vácuo por indução — pela velocidade de fundição, pelo controle de temperatura e pelo risco de perda. Você vai ver de onde a perda realmente vem, qual forno combina com cada rotina de trabalho e o que muda com um mini forno de fundição por indução.

De onde vem a perda ao fundir ouro?

Na joalheria o ouro e outros metais preciosos são fundidos várias vezes, então perdas que parecem pequenas podem criar uma diferença séria ao longo do tempo.

Por isso, ao escolher um forno para fundir ouro não basta perguntar “quantos quilos ele funde?”. Velocidade de fundição, controle de temperatura, forma de uso, capacidade e risco de perda precisam ser avaliados juntos.

Por que ocorre perda na fundição?

A perda que acontece durante a fundição pode ter várias causas diferentes:

  • Superaquecimento: quando a liga aquece mais do que o necessário, metais como o zinco podem se perder. Isso pode alterar tanto o peso total quanto o teor da liga.
  • Oxidação: sobretudo na fundição com chama aberta, o metal tem mais contato com o ar. Alguns metais da liga podem oxidar e formar escória.
  • Refundição: quando sucata e restos de fundição são refundidos repetidamente, parte dos metais da liga pode se perder.
  • Perdas no cadinho e na fundição: num cadinho sujo ou rachado pode ficar metal. Respingos durante o vazamento e o metal que fica no cadinho também somam à perda total.

Por isso a pergunta “em qual forno a perda é menor?” não tem uma resposta única.

O que realmente decide? O que importa é quanto controle você tem sobre a temperatura e sobre o processo durante a fundição. E é exatamente nesse ponto que os tipos de forno usados na joalheria se diferenciam.

Quais fornos para fundir ouro são usados na joalheria?

Os fornos para fundir ouro usados nas oficinas de joias funcionam de formas bem diferentes. Estas são as opções mais comuns:

  • Fundir ouro com maçarico
  • Forno de cadinho a gás
  • Forno elétrico de resistência
  • Forno de fundição por indução
  • Sistemas de indução a vácuo ou com gás inerte

Vamos ver as diferenças entre eles.

1. Fundir ouro com maçarico

O maçarico é usado há muitos anos nas oficinas de joias e é prático especialmente para quantidades pequenas.

Pode-se trabalhar com propano-oxigênio, gás natural-oxigênio ou sistemas com gerador de hidrogênio. É uma escolha comum para fundir alguns gramas de ouro, para consertos e para fundições pequenas.

A maior vantagem é a simplicidade. Por outro lado, o controle da temperatura depende muito da experiência do ourives.

Como a chama toca o metal diretamente, o risco de oxidação e de superaquecimento pode aumentar. Quanto maior a quantidade, mais trabalhosa fica a fundição.

Para quem serve? Para oficinas que fundem quantidades pequenas de vez em quando, o maçarico pode ser uma solução prática.

2. Forno de cadinho a gás

No forno de fundição a gás a chama não aquece o metal diretamente: aquece o cadinho por fora. Ele continua em uso em algumas oficinas que têm instalação de gás e trabalham com quantidades maiores.

Bem ajustado, ele faz o serviço, mas o controle de temperatura não é tão preciso quanto nos sistemas por indução.

Em oficinas fechadas, o uso de gás, os produtos da combustão e a ventilação também precisam ser avaliados separadamente.

Para quem serve? Pode ser considerado por empresas que já têm instalação de gás e trabalham com grandes quantidades.

3. Forno de fundição elétrico

Quando se fala em “forno de fundição elétrico”, o que costuma haver no mercado são sistemas de resistência.

Nesses sistemas primeiro aquecem as resistências e a câmara do forno. Depois o calor gerado passa para o cadinho e para o metal.

Uma das principais vantagens é funcionar sem chama e permitir ajustar a temperatura por termostato.

Mas há aqui uma diferença importante: o metal não é aquecido diretamente. Primeiro o forno aquece, depois o calor chega ao metal. Por isso o tempo de fundição pode ser mais longo do que nos sistemas por indução.

Para quem serve? Pode servir a oficinas pequenas que fundem algumas vezes por dia e querem manter baixo o investimento inicial.

4. Forno de fundição por indução

O forno de fundição por indução é um dos sistemas que se destacam nas oficinas de joias que fundem com regularidade.

A diferença fundamental é que o metal não é aquecido de fora. Graças ao campo eletromagnético criado pelo sistema de indução, o calor se forma no próprio metal. Assim, diferente dos sistemas clássicos de resistência, não é preciso esperar o forno aquecer.

Fundição de ouro em forno por indução – modelo NRT de 2 kg que funciona em 220V

O que isso significa para o ourives? Fundição mais rápida e um processo mais controlado.

O sistema de indução também movimenta o metal fundido, o que ajuda a liga a se misturar de forma mais homogênea. É uma vantagem importante sobretudo ao preparar ligas com metais diferentes.

Hoje existem também mini fornos de fundição por indução de bancada, que funcionam em 220V e foram feitos para oficinas pequenas. O modelo NRT de 1,5 kg funciona em 220V e oferece ajuste digital de temperatura entre 950 e 1250 °C.

Para quem serve? Para oficinas que fundem ouro ou prata todos os dias, aproveitam sucata, preparam ligas e não querem perder tempo, o forno de fundição por indução é uma das opções que mais se destacam.

5. Máquinas de fundição e vazamento a vácuo por indução

Nos sistemas a vácuo a fundição por indução é combinada com vácuo ou com uma atmosfera de gás inerte.

Como o metal tem menos contato com o ar, a oxidação e alguns problemas que podem surgir durante o vazamento podem ser reduzidos.

Esses sistemas são projetados principalmente para produção em série e para processos de fundição mais controlados.

Para uma oficina de joias pequena, que só quer fundir algumas centenas de gramas ou poucos quilos de metal, um sistema assim pode ser um investimento maior do que o necessário.

Comparação dos tipos de fornos para fundir ouro

Método Velocidade de fundição Controle de temperatura Risco de perda Para quem serve?
Maçarico Rápido em pouca quantidade Depende do ourives Mais alto Consertos e trabalhos pequenos
Forno de cadinho a gás Média Limitado Médio a alto Lotes grandes
Elétrico de resistência Mais lenta Termostato Médio Oficinas pequenas com orçamento apertado
Indução Rápida Digital Mais controlado Fundição regular e ligas
Indução a vácuo Rápida Preciso Baixo Produção de fundição em série

Qual forno de fundição serve melhor ao ourives?

Na verdade a resposta depende da sua forma de trabalhar.

  • Se você funde ouro algumas vezes por mês e em pouca quantidade, um maçarico pode resolver.
  • Se funde todos os dias mas quer manter baixo o investimento inicial, um forno elétrico de resistência pode ser considerado. Mas é preciso contar com o tempo de espera que a fundição exige.
  • Se funde mais de uma vez por dia, prepara ligas de ouro ou prata e quer um processo mais controlado, um mini forno de fundição por indução oferece outra rotina de trabalho.
  • E se faz produção de fundição em série, o que deve avaliar são os sistemas de fundição a vácuo por indução.

Mini forno de fundição por indução NRT

Desenvolvido para oficinas de joias pequenas e médias, o mini forno de fundição por indução NRT foi projetado para fundir metais como ouro, prata e cobre.

O modelo de 1,5 kg funciona em 220V. A temperatura pode ser ajustada digitalmente entre 950 e 1250 °C e a fundição leva cerca de 5–7 minutos. Por ser compacto, pode ser usado sobre a bancada.

Forno de fundição por indução grande NRT – capacidade de 5 kg, alimentação trifásica de 380V

Para oficinas que precisam de mais capacidade, a NRT também tem as opções de 2 kg e 5 kg. O modelo de 2 kg funciona em 220V e chega até 1450 °C.

Para mais informações +90 546 553 61 54  |  info@nrt.com.tr  |  WhatsApp
Vamos definir juntos qual capacidade combina com a rotina de fundição da sua oficina.
Quer ver a máquina funcionando? De 30 de setembro a 3 de outubro de 2026 estaremos na 60.ª IJS Istanbul Jewelry Show, pavilhão 5 – estande G40. Você pode ver nossos fornos de fundição de perto e conversar com nossa equipe.

Perguntas frequentes

A quantos graus o ouro derrete? O ponto de fusão do ouro puro é de cerca de 1064 °C. O comportamento de fusão das ligas usadas na joalheria — como 14, 18 ou 22 quilates — pode variar conforme os metais que contêm.
Como se funde o ouro? O ouro pode ser fundido com maçarico, forno a gás, forno elétrico de resistência ou forno de fundição por indução. O método depende da quantidade a fundir, da frequência de trabalho e do controle de temperatura necessário.
Qual é a diferença entre um forno de fundição elétrico e um por indução? No forno elétrico de resistência primeiro aquecem o forno e o entorno do cadinho, e depois o calor é transferido ao metal. No forno de fundição por indução o calor se forma diretamente no metal por indução eletromagnética. Por isso um sistema por indução pode oferecer uma fundição mais rápida.
O forno de fundição por indução reduz a perda? Nenhum forno, por si só, garante “perda zero”. Mas poder controlar a temperatura digitalmente, junto com a fundição rápida, ajuda a manter sob controle as perdas por superaquecimento e oxidação. A temperatura correta, um cadinho adequado e o uso correto continuam importantes.
O mini forno de fundição por indução funciona em 220V? Os modelos mini por indução da NRT de 1,5 kg e 2 kg funcionam em 220V. Nos modelos de maior capacidade a instalação elétrica varia conforme o modelo.
É possível fundir platina num mini forno por indução? A faixa de trabalho de 950 a 1250 °C do mini modelo NRT de 1,5 kg não é suficiente para fundir platina. A platina derrete a cerca de 1768 °C.
O forno de fundição por indução precisa de refrigeração? Sim. Nos sistemas por indução a bobina precisa ser refrigerada durante o funcionamento. O modelo NRT de 1,5 kg usa um sistema de refrigeração que trabalha com no mínimo 30 litros de água.

Conclusão

A escolha de um forno para fundir ouro não se reduz a uma única “melhor” resposta. Uma oficina que funde algumas vezes por mês e outra que prepara ligas todos os dias não têm a mesma necessidade; por isso a decisão deve partir da frequência de trabalho e do controle de temperatura necessário antes de partir da capacidade.

Qualquer que seja o forno escolhido, conferir o teor antes e depois da fundição continua sendo a forma mais confiável de acompanhar a perda.

Vamos definir juntos qual forno combina com a rotina de fundição da sua oficina.

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